quarta-feira, 28 de setembro de 2011

A cultura de fazer ninhos

Espécie de tecelões


Um estudo britânico concluiu que a arte de construir ninhos não é inata e, sim, aprendida pelo pássaro ao longo da vida.
Leia matéria na página:
http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2011/09/110926_ninhos_passaros_estudo_mv.shtml

Postado por Silvia

domingo, 18 de julho de 2010

Estrutura óssea dos hominídeos era diferente da dos chimpanzés modernos



Um estudo publicado nesta semana afirma que os ancestrais humanos não eram tão parecidos com os macacos e tinham dificuldades em subir em árvores.

A pesquisa foi feita com a análise do tornozelo de hominídeos que viveram há mais de quatro milhões de anos, depois que humanos e chipanzés começaram a evoluir separadamente.

Alguns especialistas acreditavam que o hominídeo e os primeiros humanos eram bastante semelhantes aos chimpanzés, mas o novo estudo contradiz esta tese.

O pesquisador Jeremy DeSilva, da Universidade de Michigan em Ann Arbor, comparou a estrutura de ossos dos hominídeos com a de chimpanzés da Uganda.

Tornozelos

O estudo mostrou que o tornozelo dos chimpanzés é muito mais flexível do que o dos humanos e dos hominídeos. Os chimpanzés conseguem dobrar o tornozelo em um ângulo de até 45 graus, comparado com apenas 20 dos hominídeos.

DeSilva também analisou a parte inferior da tíbia, o osso da perna. Nos chimpanzés, a tíbia está adaptada para dar mais flexibilidade ao tornozelo. Nos hominídeos, esse tipo de adaptação não ocorre, o que indicaria que eles não conseguiriam subir em árvores com a mesma agilidade dos macacos. O pesquisador estudou 15 fósseis de hominídeos.

"Este estudo conclui que se os hominídeos incluíam a escalada de árvores no repertório de movimentos, eles provavelmente estavam realizando esta tarefa de forma muito diferente dos chimpanzés modernos", escreveu DeSilva na sua pesquisa.

O resultado do estudo foi publicado no artigo Morfologia funcional do tornozelo e a probabilidade de se escalar em hominídeos na revista científica americana Proceedings of the National Academy of science.
Matéria BBC- Brasil. 14/04/2009.

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Amizade sem fronteiras


A girafa ‘Bea' e a avestruz ‘Wilma’ chamam atenção no zoológico Busch Gardens, em Tampa Bay, no estado da Flórida (EUA), pela amizade que mantêm. (Foto: Matt Marriott/AP)


A girafa ‘Bea’ e a avestruz ‘Wilma’ são inseparáveis e trocam afetos mútuos. (Foto: Matt Marriott/AP)

Para termos animais precisamos de ecossistemas.

Lares, habitates, onde a ordem natural possa existir apesar da ação globalizante do humano, demasiadamente humano.
As fotos e os textos que as acompanham foram publicados no site da BBC-Brasil.


Uma exposição em Londres reúne fotos de animais e ecossistemas que têm sobrevivido à devastação em vários pontos do planeta. O camarão mantis, que têm os olhos mais complexos do reino animal, é um deles (Foto: Sterling Zumbrunn)



A mostra tem o apoio da ONG Conservation International (CI) e do BG Group. Aqui, um muriqui e seu filhote, uma das espécies mais ameaçadas do Brasil. Hoje apenas mil exemplares vivem na Mata Atlântica (Foto: Luciano Candisani)



Em uma recente expedição no Pará, a equipe da CI se deparou com este sapo, do gênero 'Osteocephalus', e que pode representar uma nova espécie nunca antes descoberta (Foto: Luciano Candisani)



Segundo a CI, o Pantanal abriga mais de mil espécies de aves, como estas araras. 'Sua vegetação menos densa faz do Pantanal um lugar ideal para se observar os animais', diz a ONG (Foto: Luciano Candisani)


O camaleão-pantera, nativo de Madagascar, adora tomar banho de sol e comer baratas. Quando estão 'grávidas', as fêmeas mudam de cor para sinalizar que não querem acasalar (Foto: Cristina Mittermeier)



Os chimpanzés têm enfrentado doenças humanas, a perda de seus habitats e os caçadores. Muitos ficam órfãos e são adotados por santuários, como este animal da República Democrática do Congo (Foto: Russ Mittermeier)



Com 1.250 espécies de peixes e 600 de corais, a Indonésia abriga a maior concentração de biodiversidade para um território de seu tamanho. A Lagoa de Wayag é uma das áreas de preservação no país (Foto: Sterling Zumbrunn)



O trabalho de conscientização das comunidades ajuda a preservar o meio ambiente, segundo a CI. Na Indonésia, os pescadores patrulham as águas e combatem a pesca com rede e a contaminação do mar (Foto: Sterling Zumbrunn)

sexta-feira, 10 de julho de 2009

aranhas enfeitam teias e criam clones de si mesmas

BBC-Brasil
Cientistas em Taiwan descobriram uma espécie de aranha que cria um "clone" de si mesma para despistar seus predadores.
Em artigo publicado na revista especializada Animal Behaviour, os biólogos Ling Tseng e I-Min Tso, da Universidade de Tunghai, afirmam ainda que este pode ser o primeiro exemplo de um animal capaz de construir uma réplica em tamanho natural de seu próprio corpo.
Segundo eles, o comportamento da espécie, chamada Cyclosa mulmeinensis, também ajuda a esclarecer por que muitos aracnídeos gostam de decorar suas teias com ornamentos estranhos, como partes de plantas, dejetos e restos de presas e de ovos.
Como esses detritos geralmente têm as mesmas cores das aranhas, os cientistas suspeitam que eles ajudem a camuflar a aranha.
'Iscas'
Tseng e Tso observaram, em uma ilha na costa de Taiwan, que a Cyclosa mulmeinensis não apenas decorava sua teia, como também juntava os detritos para compor objetos de seu próprio tamanho.
Segundo os cientistas, esses "dublês" atraíam os predadores - em geral, vespas - por também terem a mesma cor e a mesma maneira de refletir a luz que as verdadeiras aranhas.
"Nossos resultados mostram que esta espécie vulnerável de aranha se protege de ataques de predadores, construindo iscas que os atraem mais do que ela própria", escreveram os pesquisadores em seu artigo.
Eles afirmam que em teias não decoradas, as vespas atacavam diretamente as aranhas.
Mistério
Há mais de cem anos, cientistas vêm tentando entender por que muitas espécies de aranhas decoram suas teias.
Mas para Tso, não há uma só resposta.
"Creio que a função da decoração varia entre as espécies", disse o cientista à BBC, citando como exemplo as teias decoradas com seda, que têm por objetivo reforçar a trama e impedir que ela seja destruída. Outras teias são decoradas para atrair e deter presas.
O disfarce é um recurso muito usado por vários animais.
Alguns tentam evitar serem vistos usando a camuflagem para se "misturar" a seu habitat, como as mariposas. Outros, como as lagartixas, desenvolvem artefatos mais sofisticados, como o de conseguir se soltar se sua cauda por pega.

domingo, 22 de março de 2009

Chimpanzé planeja o futuro


Matéria da BBC Brasil. 9 de março de 2009
Um chimpanzé teria planejado ataques a visitantes do zoológico onde é mantido, em uma das evidências mais fortes já coletadas até hoje de comportamento cognitivo, ou racional, em animais.

Provar que animais têm a capacidade de antecipar estados mentais futuros sempre foi tarefa difícil de comprovar, de acordo com Mathias Osvath, um dos responsáveis pelo estudo publicado nesta segunda-feira na revista científica Current Biology.

A pesquisa teve início depois que, em meados dos anos 1990, funcionários do zoológico de Furuyik, na Suécia, descobriram que o chimpanzé coletava e guardava pedras que seriam, posteriormente, arremessadas contra o público.

Outras espécies

O macaco Santino guardava as pedras enquanto estava calmo, antes da abertura do zoológico.

Os arremessos aconteciam horas depois, durante demonstrações de dominância, quando o primata já se encontrava em um estado mais agitado.

Santino havia, inclusive, desenvolvido uma técnica para detectar pedaços mais vulneráveis do concreto de sua jaula, que poderiam ser mais facilmente retirados.

Quando a água entrava por dentro de frestas no concreto e se congelava, o pedaço de concreto se tornava mais frágil e produzia um som diferente ao toque.

Santino foi observado dando tapas no concreto para descobrir os pontos mais fracos, destacando pequenos pedaços e os armazenando em estoques para munição.

"Estou pessoalmente convencido de que pelo menos os chipanzés planejam para necessidades futuras", disse o professor Osvath.

"Não me surpreenderia se descobríssemos esse tipo de comportamento em golfinhos e outras espécies", disse ele.

sábado, 14 de março de 2009

Macacas cedem a choro de filhotes por medo de apanhar



Cientistas britânicos e porto-riquenhos afirmam ter descoberto porque as macacas cedem ao chilique de seus filhotes.
Matéria publicada na BBC Brasil

http://www.bbc.co.uk/portuguese/ciencia/2009/03/090311_macacachilique_np.shtml?s

Um estudo realizado com macacos resos na ilha Cayo Santiago, na costa de Porto Rico, sugere que as fêmeas são mais propensas a alimentar os filhos e a ceder aos chiliques dos pequenos quando o choro irrita estranhos ao redor.

Segundo a pesquisa, publicada na edição desta semana da revista científica Proceedings of the Royal Society B., a ameaça de violência desses estranhos provoca a reação das macacas.

Chiliques

Assim como bebês humanos, os filhotes de macacos resos possuem um choro agudo que serve para chamar a atenção das mães, especialmente quando estão com fome.

Quando o choro é ignorado, o filhote muitas vezes faz cena, tem um "chilique" que acaba, muitas vezes, irritando estranhos que estejam por perto.

"O choro dos bebês macacos é agudo e irritante, não apenas para a mãe, mas para outros animais em volta", disse o primatologista Stuart Semple, da Universidade de Roehampton, em Londres, responsável pelo estudo.

"Nós descobrimos que a resposta da mãe a esse choro é motivado pela reação de quem está presente no momento da cena", disse Semple.

Humanos

Segundo os resultados, as fêmeas são duas vezes mais propensas a ceder ao chilique e alimentar os bebês na presença de machos agressivos ou fêmeas dominantes do que quando há apenas animais menos dominantes ou mais conhecidos ao redor.

O estudo indica ainda que, apesar da pouca freqüência de ataques, as macacas correm um risco 30 vezes maior de serem atacados por outros primatas irritados quando o filhote está chorando, do que quando os filhotes estão mais calmos.

"As mães são relutantes em ceder aos bebês, mas quando há animais dominadores por perto, que ameaçam tanto elas quanto os filhos, elas se sentem forçadas a ceder ao choro", explica Semple.

Os pesquisadores afirmam que apesar de não terem realizado estudos comparativos em humanos, relatos sugerem que mães humanas também são mais propensas a ceder ao choro das crianças quando há estranhos irritados por perto.

"Quando eu falo com pais de crianças pequenas sobre essa pesquisa, eles entendem imediatamente e afirmam que já sentiram esse tipo de pressão externa quando os filhos estavam tendo um chilique em público", disse Semple à BBC.

usando varas para pescar cupim

Veja o vídeo no endereço
http://www.bbc.co.uk/portuguese/multimedia/2009/03/090304_chimpanzespesca.shtml?s

"Uma equipe de cientistas trabalhando na República do Congo acredita ter conseguido o explicar o mistério do sucesso da "pesca" de cupins realizada pelos chimpanzés.

Os macacos usam varas com pontas modificadas, transformadas em "escovas" pelos próprios animais para tornar a ferramenta mais eficiente na coleta de cupins.

Os cientistas filmaram primatas selvagens usando os dentes para desgastar as pontas das varas, feitas de ramos ou caules de plantas.

Em artigo na revista Biology Letters da Royal Society britânica, os pesquisadores disseram que a ponta desgastada das varas ajudou os chimpanzés a recolher um número maior de cupins."
Matéria publicada na BBCBrasil.

quinta-feira, 12 de março de 2009

Estudo observa que macacas ensinam filhotes a passar 'fio dental'.

http://www.bbc.co.uk/portuguese/ciencia/2009/03/090312_macacofiodentalml.shtml?s

As macacas de uma colônia na Tailândia ensinam seus filhotes a limpar os dentes usando fios de cabelo humano ou outros materiais parecidos, segundo observaram cientistas da Universidade de Kyoto, no Japão.
A descoberta comprova a teoria de que primatas são capazes de mostrar aos mais novos como usar "ferramentas".
"Fiquei surpreso porque o ensino de técnicas de uso correto de apetrechos era uma habilidade atribuída apenas a humanos", disse Nobuo Masataka, professor do Instituto de Pesquisas de Primatas da Universidade de Kyoto, que chefiou o estudo.
Segundo a mídia japonesa, ele e seus colegas observaram um grupo de 250 macacos-caranguejeiros durante o mês de fevereiro de 2008, em uma área a 150 km de Bangcoc, na Tailândia.
Os especialistas se concentraram em sete fêmeas que tinham filhotes com idades em torno de 1 ano, para verificar quantas vezes elas limpavam os dentes e por quanto tempo.
Os cientistas descobriram que este tempo dobrava se os bebês estivessem de frente para as mães, e que elas também exageravam seus gestos.
"Era impressionante ver que os filhotes prestavam atenção no ato das macacas", disse Masataka.
Ele lembra, no entanto, que o estudo ainda está em fase inicial.
"Agora gostaríamos de nos concentrarmos nos bebês e verificar se o ato das mães estão realmente os ajudando a aprender a limpar seus dentes", afirmou o cientista japonês.
Há pelo menos dez anos, já se sabia que algumas espécies de macacos são capazes de recolher cabelo humano e usá-los como fio dental.

domingo, 25 de janeiro de 2009

Macacos demosntram ter senso de justiça.


A espécie de primatas estudada é tolerante e cooperativa

Matéria publicada na BBCBrasil

Macacos demonstram ter 'senso de justiça'

Os macacos têm senso de justiça e protestam se virem um colega sendo mais bem recompensado pela mesma tarefa.
Pesquisadores da Universidade de Emory, nos Estados Unidos, ensinaram primatas a trocar fichas por comida.
Normalmente, uma determinada quantidade de fichas valia um pepino.
No entanto, se um primata visse que outro macaco havia ganhado uma uva – considerada uma comida melhor – em troca do mesmo número de fichas, ele se mostrava indignado.

Nature
Alguns paravam de trabalhar e outros até pegavam a comida, mas se recusavam a comê-la.
Segundo os cientistas, isso significa que o senso de justiça humano é inerente, e não uma construção social.
A pesquisa foi conduzida por Sarah Brosnan e Frans de Waal e foi publicada na revista especializada Nature.
"Estou extremamente interessada na evolução da cooperação", disse Brosnan à BBC.
"Uma das áreas mais interessantes é a recente hipótese de que a cooperação humana é mais eficiente por causa do senso de justiça."
Brosnan quer descobrir se esse senso é uma construção social – resultado das regras da sociedade – ou um comportamento desenvolvido.
Para isso, ela teve a idéia de usar os macacos.


Os primatas prestam atenção nas recompensas dos outros

"Escolhemos uma espécie que é especialmente cooperativa e tem uma sociedade muito tolerante", explica a cientista.

Reação dramática
O experimento tem o objetivo de mostrar se eles reagem diferentemente a diferentes níveis de recompensa.
A reação foi dramática, segundo os pesquisadores.
"Algumas vezes eles ignoravam as recompensas, outras eles simplesmente as atiravam no chão", explica Brosnan.

Surpresa
Os pesquisadores não ficaram surpresos porque os macacos mostraram ter senso de justiça, mas sim, porque eles recusaram recompensas normalmente aceitáveis.
"Eles não mostraram qualquer reação contra os seus iguais, não os culparam pela injustiça."
Os especialistas querem, agora, continuar os testes com mais macacos, já que até agora usaram apenas cinco.
"Estamos repetindo o estudo com chimpanzés, uma grande espécie de primatas, para aprender algo sobre o desenvolvimento evolucionário do senso de justiça."
"Suspeito que haja outras espécies não-primatas com sociedades tolerantes que mostrem o mesmo tipo de comportamento", conclui Sarah Brosnan.

Países da África e Ásia pedem ajuda contra extinção de símios

Chimpanzés em cativeiro não ajudam outros em seu grupo social, mesmo quando isso não os prejudica, de acordo com um estudo de comportamento animal publicado na revista Nature.
Solicitude está presente em seres humanos mesmo quando tal ação pode prejudicar os interesses de quem decide prestar ajuda a outros.

Entre os atributos semelhantes aos dos seres humanos encontrados em chimpanzés estão o uso de ferramentas e, talvez, a habilidade rudimentar com linguagem, mas este estudo sugere que este não é o caso do altruísmo.

Mas outros pesquisadores disseram que chimpanzés em cativeiro tendem a ser menos sociáveis.

Testes

Uma equipe liderada por Joan Silk, da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, realizou testes com chimpanzés em cativeiro em que os animais eram recompensados com comida.

Foram oferecidas aos chimpanzés duas opções de recompensa. Uma permitia a eles que pegassem o alimento para si mesmos. Na outra, o chimpanzé se servia e, ao mesmo tempo, um chimpanzé em um cercado ao lado também recebia alimentos.

A equipe de Silk constatou que 29 chimpanzés do estudo não estavam mais inclinados a pegar a segunda opção do que a primeira, mesmo que isso permitisse a eles "fazer uma boa ação" sem prejuízo de seus próprios interesses.

O resultado foi surpreendente porque os chimpanzés conviviam no mesmo grupo há 15 anos. Eles não tinham parentesco, mas eram próximos.

A partilha de alimentos foi vista em grupos de chimpanzés em seu habitat natural. Então o estudo da revista Nature levanta questões sobre o surgimento deste comportamento.

Outros pesquisadores sugerem que os resultados se devem, talvez, a uma situação pouco natural ou a diferenças em comportamentos provocados por cativeiro.

BBC Brasil Onu lança apelo para salvar gorilas e chimpanzés

Duas agências da ONU lançaram em reunião na capital francesa, Paris, um apelo para arrecadar US$ 25 milhões para tentar salvar os macacos da extinção.

Segundo a Unesco (fundo das ONU para a educação, a cultura e a ciência) e a Unep (programa da ONU para o meio ambiente), esse é o montante mínimo para evitar a extinção de gorilas, chimpanzés e orangotangos em até 50 anos.

A Unesco e a Unep esperam criar áreas onde a população de macacos de grande porte possa se estabilizar ou mesmo crescer.

"As espécies de macacos de grande porte compartilham mais de 96% de seu DNA com a espécie humana. Se nós perdermos qualquer espécie de macacos estaremos destruindo uma ponte para nossas próprias origens e, com isso, parte de nossa própria humanidade", afirmou Klaus Toepfer, diretor-executivo da Unep.

África

Segundo a Unesco, pesquisas sugerem que os chimpanzés desapareceram de Benin, Togo e Gâmbia, e o mesmo pode acontecer, em breve, em outro país da África Ocidental, o Senegal.

Estima-se que existam menos de 200 chimpanzés em Guiné-Bissau.

As principais ameaças aos macacos (guerra, caça e contrabando de animais) são fruto da ação humana.

A penetração humana nas florestas vem aumentando e, com a destruição da mata que se segue, os macacos ficam sem lugar para se esconder.

Se a construção de estradas e outras iniciativas do tipo continuarem nos níveis atuais, a Unep afirma que menos de 10% das florestas onde os macacos africanos vivem estarão intactas até 2030.

A previsão da Unep é que, no Sudeste Asiático, não sobrará quase nenhum habitat para os macacos, aumentando a preocupação com a sobrevivência dos orangotantos.

Como muitos macacos de grande porte vivem em áreas remotas e inacessíveis, a Unesco está trabalhando com a Agência Espacial Européia no emprego de satélites para monitorar a velocidade com que seu habitat vem desaparecendo.

O projeto está mapeando inicialmente o habitat dos gorilas de montanhas. Há apenas cerca de 600 gorilas em Uganda, Ruanda e na República Democrática do Congo.

BBCBrasil.com | Reporter BBC | Macacos aprendem tarefas com convívio social, diz estudo

BBCBrasil.com | Reporter BBC | Macacos aprendem tarefas com convívio social, diz estudo

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Cientistas acham ancestral comum de homens e grandes macacos

http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2004/11/041118_grandemacaco.shtml

Cientistas acreditam ter encontrado na Espanha o fóssil do animal que seria o ancestral comum de todos os grandes primatas: chimpanzés, orangotangos, gorilas e seres humanos.
O recém-descoberto Pierolapithecus catalaunicus, ou um de seus "parentes" próximos, seria o primeiro da família a divergir dos primatas de menor porte, como os micos ou gibões.

Os cientistas estimam que essa divisão ocorreu entre 11 e 16 milhões de anos atrás, durante o período Mioceno, e o fóssil encontrado perto de Barcelona foi datado de 13 milhões de anos.

Ele apresenta várias características, como a caixa torácica, a parte inferior da espinha vertebral e o os ossos do punho, que são particulares dos grandes primatas. A descoberta é apresentada em artigo publicado na revista Science.

Bem preservadas

Hoje ainda é escassa a evidência fóssil de primatas do período Mioceno.

O cientista que liderou a pesquisa, Salvador Moyá-Solá, do Instituto Paleontológico Miquel Crusafont, de Barcelona, afirma que a importância do achado é que, pela primeira vez em um fóssil da época, "todas as partes-chaves que definem um grande primata estão bem preservadas".

O Pierolapithecus catalaunicus encontrado seria do sexo masculino, pesaria 35 kg e, com base na análise de um dente, se alimentaria de frutas.

Seu tórax, sua espinha e seu punho indicam uma habilidade para subir em árvore que é diferente das dos primatas menores, que são mais primitivos, porém capazes de movimentos mais versáteis.

Uma diferença notável é o formato da caixa torácica, mais ampla e mais chata do que a dos macacos de pequeno porte.

Além disso, as escápulas (formação que inclui as omoplatas e as clavículas) do novo fóssil ficam nas costas, como as dos seres humanos, chimpanzés e gorilas, enquanto nos macacos menores elas se encontram do lado da caixa torácica, como nos cachorros.

Crânio

As vértebras na parte inferior da espinha também são diferentes, em uma série de adaptações que, segundo os cientistas, afetou o centro de gravidade do animal, possibilitando que ele assumisse uma postura ereta.

Segundo os pesquisadores, o crânio do Pierolapithecus catalaunicus também possui características típicas dos grandes primatas, com a face relativamente curta e com a parte superior da estrutura do nariz na altura dos olhos.

Mas o fóssil também compartilha algumas características dos macacos menores, o que, segundo os pesquisadores, indica que vários traços evoluíram em momentos diferentes na evolução dos primatas.

O fóssil foi encontrado meio sem querer, após um fragmento ter sido desenterrado por uma escavadora em Els Hostalets de Pierola, um vilarejo catalão.

"Na Espanha, os paleontólogos dizem que você não acha um bom fóssil – ele é que acha você", brincou Moyá-Solá.

Chimpanzés em cativeiro 'não têm senso de companheirismo'

http://www.bbc.co.uk/portuguese/ciencia/story/2005/10/051027_chimpanzenature.shtml
Chimpanzés em cativeiro não ajudam outros em seu grupo social, mesmo quando isso não os prejudica, de acordo com um estudo de comportamento animal publicado na revista Nature.
Solicitude está presente em seres humanos mesmo quando tal ação pode prejudicar os interesses de quem decide prestar ajuda a outros.

Entre os atributos semelhantes aos dos seres humanos encontrados em chimpanzés estão o uso de ferramentas e, talvez, a habilidade rudimentar com linguagem, mas este estudo sugere que este não é o caso do altruísmo.

Mas outros pesquisadores disseram que chimpanzés em cativeiro tendem a ser menos sociáveis.

Testes

Uma equipe liderada por Joan Silk, da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, realizou testes com chimpanzés em cativeiro em que os animais eram recompensados com comida.

Foram oferecidas aos chimpanzés duas opções de recompensa. Uma permitia a eles que pegassem o alimento para si mesmos. Na outra, o chimpanzé se servia e, ao mesmo tempo, um chimpanzé em um cercado ao lado também recebia alimentos.

A equipe de Silk constatou que 29 chimpanzés do estudo não estavam mais inclinados a pegar a segunda opção do que a primeira, mesmo que isso permitisse a eles "fazer uma boa ação" sem prejuízo de seus próprios interesses.

O resultado foi surpreendente porque os chimpanzés conviviam no mesmo grupo há 15 anos. Eles não tinham parentesco, mas eram próximos.

A partilha de alimentos foi vista em grupos de chimpanzés em seu habitat natural. Então o estudo da revista Nature levanta questões sobre o surgimento deste comportamento.

Outros pesquisadores sugerem que os resultados se devem, talvez, a uma situação pouco natural ou a diferenças em comportamentos provocados por cativeiro.

Cientistas querem chimpanzés entre hominídeos

http://www.bbc.co.uk/portuguese/ciencia/story/2006/01/060124_chimpanzehumanopesquisaebc.shtml
Os chimpanzés estão mais próximos dos humanos do que dos outros grandes primatas, como orangotangos e gorilas, afirma um estudo publicado na última edição da revista especializada Proceedings of the National Academy of Sciences.
A pesquisa, realizada por uma equipe da Universidade Emory e do Instituto de Tecnologia da Georgia (Georgia Tech), ambas nos Estados Unidos, indica que o ancestral comum entre chimpanzés e humanos está muito mais próximo do que se pensava e defende a reclassificação do chimpanzé para o gênero Homo – humanos são Homo sapiens.

Os dois animais teriam seguido linhas evolutivas diferentes há apenas 1 milhão de anos, enquanto se acreditava que isso tivesse ocorrido há cerca de 7 milhões de anos.

A descoberta foi feita graças à análise do "relógio molecular" dos seres humanos, em outras palavras, o ritmo evolutivo da espécie.

Acreditava-se que ele fosse mais rápido, mas a equipe americana verificou que o chamado "relógio" está batendo tão lentamente que os primeiros traços distintos dos humanos – cérebros maiores e uma gestação mais longa – surgiram há menos tempo do que se pensava.

"Intrigantemente, humanos e chimpanzés parecem ter evoluído mais lentamente do que gorilas e orangotangos", diz o estudo.

Diferenças

A equipe liderada pela pesquisadora Soojin Yi comparou as diferenças entre humanos e chimpanzés.

"Humanos levam quase o dobro do tempo que chimpanzés e gorilas para atingir a maturidade sexual, têm expectativa de vida e período de gestação mais longos, em comparação com qualquer outro hominídio não-humano", escreveram os pesquisadores.

Os chimpanzés vivem entre 40 e 50 anos e têm uma gravidez de oito meses.

No ano passado, uma equipe internacional de 67 pesquisadores descobriu que dos cerca de 3 bilhões de pares de bases de DNA em homens e chimpanzés apenas 40 milhões seriam diferentes.

Embora a diferença seja pequena, são esses 40 milhões de pares de bases de DNA que são responsáveis por diferenças vitais, desde o tamanho do cérebro e as taxas reprodutivas até o olfato e a tendência a determinadas doenças.

A idéia de se classificar os chimpanzés no mesmo gênero que os humanos, o Homo, não é nova, mas sempre foi muito combatida.

Na Nova Zelândia, o governo já recebeu uma petição pedindo a criação de direitos para os chimpanzés.